A anatomia de uma voz atrofiada
- Dimitria Back Prochnow

- 12 de set. de 2025
- 1 min de leitura

Você vai se incomodar muito menos se nunca se expor. Não há como negar.
Vai lidar com menos críticas, vai esconder melhor os cantinhos escuros que moram dentro de você, e jamais vai precisar regurgitar as suas próprias palavras, sentindo aquilo subir e descer depois que foi colocado para fora.
Sedutor, né?
Mas cobra um preço.
Quem nunca fala nada atrofia sua capacidade de interagir com o mundo. Perde o referencial do quanto tem para oferecer, do quanto pode transformar, do quanto está aqui para participar e não apenas assistir.
Você deixa de falar achando que é óbvio, que é raso, que é desnecessário… e talvez esteja em um grau de atrofia tão grande que a sua voz é completamente dominada pelo pessimismo e pela insegurança.
Você não fala porque não consegue acreditar que o mundo poderia ver valor no que você tem a dizer.
Até que por algum motivo você arrisca… E se surpreende quando o que volta é uma reação positiva.
Que enaltece o valor da mensagem e da transformação que ela gerou.
A verdade é que se você falar, nunca vai saber até onde foi o impacto das suas palavras. A conta nunca vai fechar de forma exata.
O jogo vira quando você passa a enxergar isso como a mágica de tudo, e não a principal razão para nem começar.
Entende?
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