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Fazer questão de levar tudo é o caminho mais curto para pagar mais caro do que o necessário.


O preço pode ser visível, tipo uma taxa de bagagem que excede o limite de peso ou um remédio pra dor nas costas que normalmente não se toma.


Mas também pode ser invisível.


Como a irritação que vem ao tentar fazer tudo encaixar no lugar novo - e a frustração de perceber que não cabe.


O que não foi descartado antes foi apenas movido para ser descartado agora.


Se mudar, se mexer, se movimentar, é constantemente avaliar a função do que levamos conosco. Tanto as bolsas de festa que não são usadas há 5 anos quanto as relações, muitas vezes acomodadas há anos no silêncio da inutilidade.


Se a gente avalia e faz a triagem com frequência, está sempre seguro e tranquilo do peso que carrega.


Sabe quando a bagagem precisa sim ser daquele tamanho porque o que tem dentro precisa sim ser levado junto.


E sabe quando dá para descartar. Para doar. Para deixar aos cuidados de outra pessoa.


Quando não nos pertence mais.


Aí a gente sabe que se a bagagem tá pesada, não é coisa que a gente tem que tirar. É a nossa força pra sustentá-la que precisa aumentar.


Entende o que eu quero dizer?


 
 
 

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