Eu não sabia qual decisão tomar e esse foi o conselho que mudou tudo
- Dimitria Back Prochnow

- 12 de set. de 2025
- 2 min de leitura

É nisso aqui que eu me agarro sempre que me vejo em uma encruzilhada.
Ele não é, na verdade, um conselho. É uma constatação que nos relembra como a vida tem muito mais de área cinza do que de preto e branco; como a dualidade em uma decisão raramente é sobre "certo" e "errado", e sim sobre o que nos corresponde ou não.
Esse esclarecimento veio do Deepak Chopra, um cara que foi e ainda é muito importante no meu processo de autoconhecimento. Dizer que entendo tudo o que esse homem fala seria uma mentira — alguma porcentagem entra na minha cabeça racionalmente, mas a maior parte, sei lá, por osmose. Acontece alguma coisa depois de ler o que ele escreve.
Então pra ser realmente honesta com você que me lê em busca desse conselho, tenho mais uma confissão pra fazer: eu só entendi o que o Chopra disse quando a minha mãe traduziu essa fala dele pra mim, com as palavras dela. E foi assim:
Quando a gente acredita que uma decisão nossa pode ser "certa" ou "errada", na verdade acredita que o universo vai nos recompensar ou punir com base no que a gente escolheu. E não é assim que funciona. O universo vai, sim, responder à tua escolha — vai te aproximar de situações e pessoas que ressoam com a vibração que tá por trás dela, e te afastar de situações e pessoas que não ressoam com ela. E não importa qual seja a tua decisão, ela aconteceu porque tu sentiu que havia algo nela que te correspondia viver. Então não há certo ou errado — há o que te corresponde ou não.
O grande presente desse esclarecimento é que ele nos ajuda a olhar pra nossa decisão sem julgamento. E sem julgamento, a gente se aproxima do que realmente sente, do que realmente quer, do que na verdade já escolheu e só não admitiu ainda.
E é por isso que escolhas importantes devem ser feitas por conta própria. Pedir a opinião de outras pessoas contamina essa percepção crua, que vem lá de dentro, sobre o que nos corresponde. A gente começa a colocar na balança o que acha que "deveria" nos corresponder. Já dá pra confundir tudo com a interferência de apenas uma outra pessoa — que dirá um grupo de amigos ou uma família inteira.
Não é que a gente não possa trocar ideias ou pedir percepções. Mas é importante que a gente saiba por que gostaria de incluir no processo de decisão a participação daquela pessoa em especial. Se é importante que a escolha seja validada por outra pessoa, talvez tenha mais por trás dela do que a gente tá se permitindo enxergar.
A gente veio viver — e o prêmio do conhecimento só vem pra quem se permite a experiência. Coragem!
Comentários