top of page

Voltar atrás é coisa de gente ______


Complete a frase e descubra o que você realmente pensa sobre mudar de ideia.


Eu tenho uma regra de ouro.


Várias, na verdade.


Não tenho muitas regras na vida, mas tenho essas, as de ouro, que eu adoro. Porque não são regras que me limitam, são regras que me orientam.


Sempre saber qual é a intenção do texto que eu publico, por exemplo, ou nunca dormir mais de duas noites com a garganta entalada com uma fala que precisa sair.


Em momentos de muita transformação, sei que posso quebrar tudo — menos as minhas regras de ouro. Sinto que assim, me permito revolucionar de dentro pra fora sem deixar de pertencer a mim mesma.


A não ser que para acontecer, a transformação me exija quebrar uma regra de ouro.

Talvez sejam essas aqui as verdadeiras transformações: as que nos confrontam com a possibilidade (ou a necessidade) de voltar atrás.


Quebrar uma regra de ouro é o tipo da coisa que se a gente faz o tempo todo, perde a referência do próprio eixo de força.


Perde credibilidade consigo mesmo e, por consequência, começa a se mixar. Pras dificuldades da vida, pros outros, e às vezes para coisas pequenas que se mostram como se fossem maiores — mas não são.


Quem quebra suas próprias regras com frequência não se vê capaz de grandes coisas. Não sabe como traçar estratégias para conquistar o que quer e provavelmente nem tem o referencial de como é o gostinho da vitória.


Quem quebra as próprias regras tem muito mais facilidade em ver tudo de ruim que o mundo tinha que melhorar em comparação ao que já existe hoje, aqui e agora que faz dessa uma vida imperdível de ser vivida.


O problema de ser bom em quebrar regras é ganhar habilidade em destruir — sem se dar conta de que pra ser feliz, acima de tudo consigo mesmo, a gente tem que saber construir.


E ao mesmo tempo… Se a gente nunca quebra nenhuma das próprias regras, como é que realmente evolui?


Como é que de fato se questiona, lá no seu âmago, se tá fazendo as coisas do jeito certo?

Quantas vezes a gente se prende em uma conduta que decidiu pra si e que pode até ter sido muito útil durante algum tempo, mas que claramente não nos serve mais?


Quanto tempo a gente perdeu dedicando lealdade a uma versão de nós que já não existe mais?


Se você presta atenção na própria vida e na sua trajetória de crescimento, provavelmente já se viu numa encruzilhada assim.


Uma situação onde algo que você nunca-nunquinha-jamais faria de repente precisava ser feito.


Um momento em que algo que você sempre-sempre-sempre MESMO fez simplesmente não trazia mais a sensação de que era a coisa certa a se fazer.


É nessas horas que a gente tira a prova se a nossa bússola interna realmente funciona. Se os nossos valores realmente nos levam para onde a gente quer ir e se a gente tá em paz ou em guerra com o próprio coração.


Ao longo dos últimos anos, quebrei duas regras de ouro.


A primeira foi um desastre. Se fez necessária, mas no seu processo desencadeou o rompimento com outras menores e instalou um caos na minha rotina, nas minhas relações e na ideia que eu tinha sobre quem eu era. Me gerou consciência através da dor.


A segunda foi como tirar um elefante das costas. No minuto em que decidi que aquilo não valia mais para mim, 40 facetas da minha vida ganharam uma nova perspectiva. As possibilidades aumentaram, minha criatividade se fortaleceu e a minha maturidade também. Me gerou consciência através do amor.


Encruzilhadas como essas são saltos de consciência.


Se a gente se disponibiliza a viver o momento com presença, sempre vai aterrissar em um lugar de mais conhecimento sobre si mesmo, seja pela dor ou pelo amor.


O negócio é entender que voltar atrás não precisa ser torturante — só precisa ser intencional.


 
 
 

Comentários


bottom of page